Gatilhos NUTRICIONAIS para um episódio de COMPULSÃO ALIMENTAR
- Marianne de Faria Chimello
- 23 de abr. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 8 de out. de 2024

Sabemos que as compulsões alimentares têm um grande cunho emocional. Mas gatilhos nutricionais podem potencializar os episódios de compulsão alimentar.
Quem passa por esses episódios de forma recorrente, já deve ter ouvido falar sobre algum "suplemento" ou "alimento" que diminui tais crises, e que muito provavelmente se frustrou ao testá-los.
Me nome é Marianne, sou nutricionista aprimorada em transtornos alimentares, e eu vim aqui te contar quais são realmente os gatilhos nutricionais para um episódio de compulsão alimentar, e como a nutrição pode te ajudar em relação à eles:
Os gatilhos nutricionais para os episódios de compulsão alimentar, podem ser grosseiramente resumidos entre: FISIOLÓGICOS e/ou COGNITIVOS.
1 - FISIOLÓGICOS:
FOME (privação de energia):
A fome fisiológica pode estar aparecendo de forma exagera devido algum desequilíbrio na estrutura alimentar que pode ter duas origens:
Um intervalo muito grande entre uma refeição e outra;
Uma inadequação do aporte e eqilíbrio nutricional da refeição;
Esse aumento da fome, cria uma urgência em comer e diminui os sinais fisiológicos (hormonais, neurológicos e etc...) de saciedade. O que é natural, pois é o sistema que nosso corpo tem para nos fazer buscar alimento, e portanto, continuar vivos. Portanto, não ter um aporte nutricional adequado em um horário e em quantidade adequados, aumenta as substâncias orexígenas (que induzem o comer) no seu corpo. O que diminui qualquer intenção sua de ser moderado em uma refeição.
Geralmente, quando se está acostumado a fazer dietas restritivas, é comum achar que está sempre comendo em excesso, e por isso, entregar o mínimo de energia para o corpo. Mas como vimos, esse comportamento apenas alimenta o ciclo: RESTRIÇÃO - EXAGERO.
2 - COGNITIVOS:
CRENÇAS ALIMENTARES DISTORCIDAS:
Quando alguém constrói padrões de pensamentos dicotômicos ("8" ou "80", "tudo" ou "nada"), aumenta-se a chance de um exagero quando se comete "uma infração" às regras criadas pela "mentalidade de dieta". Isso provoca sentimentos de culpa, baixa confiança em si e baixa auto eficácia. O que geralmente resulta no pensamento "já que". "Já que comecei, vou até o final, pois está tudo acabado. Começo novamente amanhã".
Ter conhecimento sobre uma estrutura alimentar básica, equilíbrio dos grupos alimentares e um bom relacionamento com a comida e com o corpo, é fundamental para se manter um comportamento saudável e flexível perante os alimentos.
Muitas vezes, apenas o pensamento de que você "poderia ficar com fome" ou "que não vai poder comer um alimento de novo" já pode ser considerado um gatilho nutricional cognitivo para um episódio de compulsão alimentar. Os primeiros passos para o tratamento nutricional da compulsão alimentar é: estruturar a alimentação e desmistificar crenças alimentares distorcidas.
Se você vem lutando com a compulsão alimentar já a um tempo, e parece que quanto mais você tenta retomar sua autonomia mais descontrole encontra, você não precisa mais lidar com isso sozinho. Você precisa de um profissional que te oriente o caminho a seguir. Sou nutricionista aprimorada em transtornos alimentares e meu objetivo é ajudar meus pacientes a alcançarem sua liberdade alimentar e não se sentirem mais reféns da comida.
Você está preparado para tentar um caminho diferente? Ou pelo menos ficou interessado em saber mais sobre como posso te ajudar a sair desse ciclo sem fim de iniciar uma mudança e voltar à estaca zero? Então entre em contato com a minha assistente e marque uma sessão de clareza gratuita que eu mesma tirarei as suas dúvidas.



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